Artigos - A busca da informação
Há alguns anos, falávamos que a informação estava "em nossa porta", referindo-se às mídias tradicionais que chegavam até nós (jornais e revistas). Hoje, a informação está "na nossa tela", seja ela do nosso PC, do nosso celular cada vez mais moderno ou do nossos dispositivos móveis.
Com essa facilidade de se obter informações, instantaneamente, sobre qualquer assunto, seja de pessoas, seja de empresas, começamos a ter um outro problema: Como administrar esse volume imenso, muitas vezes sem sentido e que toma cada vez mais nosso tempo?
Se para as pessoas esse volume de informações causa, muitas vezes, problemas de compreensão, para as organizações isso pode ter conseqüências perigosas ou até mesmo fatais.
Tornou-se comum o acumulo de uma enorme série de dados e informações por parte das empresas e profissionais, principalmente os tomadores de decisão, fato gerador de desperdício de tempo e de recursos.
Semanas, meses, são gastos na busca de novas fontes, de novos dados. Estudos são feitos, apresentações complexas são desenvolvidas e tendências são discutidas todo o tempo. Mas, uma grande parte dessas análises não origina ganhos às empresas, não agrega valor ao produto que ela vende, nem consegue definir um foco preciso.
No meio empresarial, somos regidos pelo excesso de reuniões, pela obsessão pela busca de dados, por apresentações e mais apresentações e slides sem fim.
Com todo este volume de informações, com todo o tempo despendido, esperava-se que todos estivessem cientes dos problemas, de todas as variáveis para tomada de decisão, com precisão, sem sobre-salto, com tranqüilidade.
Mas, não é o que acontece.
Em vários setores da nossa vida temos cada vez mais dúvidas: seja na educação de nossos filhos, seja nas relações inter-pessoais ou nas nossas ações nas empresas.
Por que isso acontece então?
Por que tanta informação, tão distintas, não nos dão a certeza do que necessitamos? Não nos transmitem a tranqüilidade e assertividade que buscamos?
Se bancos de dados com milhares de registros estão disponíveis, se declarações de autoridades, de pessoas que consideramos importantes estão ao nosso alcance, se a estratégia de nossos concorrentes está explicita nos sites, nas entrevistas, se temos explicações e planejamento, por que não utilizamos para nos auxiliar? Será por falta de visão, de clareza de nossos objetivos? Será tempo que não temos?
Com tudo isto, nossa angustia não diminui, não nos abandona.
A grande dificuldade é termos clareza, saber o que queremos, saber aonde queremos chegar, pois hoje, na sociedade tecnológica, tempo é o bem mais precioso, mais escasso e não podemos deixá-lo ir embora, na busca de mais e mais informações.
Hoje precisamos fixar nossas metas, nossos objetivos e muitas vezes pedir a ajuda de profissionais que, especializados em análises de dados e foco de informação, podem nos dar informações mais precisas e corretas, para nossa tomada de decisão.
Bom, a decisão ainda cabe a nós... e sempre será assim.
Telma Cunha, estatística pela Unicamp, especialização em ciência da computação e pós graduada em administração de empresas.
Sócia-diretora da Ampla, consultoria focada em Serviços de Inteligência.
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