A gestão de dados na era digital: o lado bom e suas aplicações

28 ago 2018

Um bom exemplo de como utilizar bem os dados coletados digitalmente e de uma forma bem original encontra-se no agronegócio.

O gado brasileiro não fica confinado, ou seja, é criado livre em pastagens, diferente do método europeu, por exemplo, o que dificulta o controle sobre a criação. Percebendo neste problema uma oportunidade, algumas starups estão desenvolvendo, ou desenvolveram projetos destinados para a agropecuária. São soluções que envolvem aplicativos, softwares ou hardwares, tais como:

Coleiras inteligentes, que transmitem dados em tempo real, através de um chip. Desta forma é possível monitorar funções de cada um dos animais do rebanho, como, por exemplo, a ruminação do animal (um indicador de doenças), bem como a temperatura corporal (indicando o melhor período para reprodução). Estes dados são enviados para uma central onde o agropecuarista pode analisa-los para melhorar a gestão de seu rebanho, evitando doenças e otimizando recursos.

Brincos com chips, em substituição aos de plástico. Os brincos contêm toda a ficha técnica do animal (idade, histórico de vacinação e doenças adquiridas, etc.), além de dados georreferenciais (localização, deslocamento ou repouso do animal) permitindo monitoramento do animal em campo.

Balanças digitais, que além de mais precisas (os animais podem mover-se na balança e a medição do peso não é alterada), coletam dados complementares, tais como gordura corporal, etc.

Inteligência artificial: através de uma imagem fotográfica, um software faz uma análise do peso ideal do animal para o abate, evitando prejuízos financeiros ao pecuarista.

Enfim, há muitas aplicações desenvolvidas e muita oportunidade para esta área. O que é importante ressaltar, como pesquisa, é a coleta e utilização dos dados de forma inteligente, auxiliando a gestão na solução de problemas e otimização de recursos.

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